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RESUMO BIOGRÁFICO

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Clique na foto acima para ver o video com a homenagem aos 80 anos em 2020

Paulo Roberto Yog de Miranda Uchoa (son of Alfredo Moacyr de Mendonça Uchoa and Ena de Miranda Uchoa (ENITA)) was born 30 July 1940 in Niteroi - Rio de Janeiro. He married Regina Pereira Uchoa on 19 January 1963 in Niteroi, daughter of Lincoln Gomes Pereira and Leontina Gomes Pereira.
Notes for Paulo Roberto Yog de Miranda Uchoa:


PAULO ROBERTO YOG DE MIRANDA UCHÔA


Terceiro filho de Ena e Moacyr, nasceu em Niterói, RJ, no dia 30 de julho de 1940. Era um menino bonito, de cabelos claros e olhos esverdeados. Foram seus padrinhos de batismo o tio José Maria, irmão de sua mãe e sua tia Lourdes, a tia Dilu, irmã de seu pai. Os 3 irmãos, Luiz Carlos, Anna Maria e "Paulito" (como era chamado pelos irmãos), respectivamente com 3, 2 e 1 anos de idade, foram batizados no mesmo dia, em Niterói.


Como seus irmãos, estudou em Resende, onde fez o primário no Grupo Escolar Olavo Bilac, e o ginasial no Colégio Dom Bosco. Tinha ele sete anos de idade, quando começou a assistir às sessões de pesquisa de materialização que seu pai fazia em sua casa. Materializava-se, quase sempre, uma entidade vestida de noiva, que se dizia chamar TEREZINHA. Paulito dizia estar apaixonado por ela.


Terminado o curso ginasial, em 1955, prestou concurso, foi aprovado e ingressou, em 1956, na Escola Preparatória de Cadetes de São Paulo, onde passou 3 anos, indo, depois, para a Academia Militar das Agulhas Negras, época em que seus pais já haviam saído de Resende.


Bom desportista, na AMAN pertencia às equipes de vôlei e basquete. Ao final de seu 1º ano naquela Academia, recebeu o espadim de Caxias das mãos de seu avô Miranda. Escolheu a Arma de Infantaria. Ótimo aluno, classificou-se em 5º lugar da turma, recebendo a espada de oficial, em 1961, das mãos de seu pai que, orgulhoso, lhe entregou a mesma espada que ele mesmo ostentara desde quando a recebera, em 1930. Inteligente, organizado e habilidoso, era um rapaz querido por onde passava. Aprendeu, sozinho, a tocar violão, tendo bela voz. Gostava de cantar, compunha bonitas músicas e escrevia lindos versos e poesias.


Quando foi declarado Aspirante, seus pais já residiam em Niterói e ele escolheu, como primeiro quartel para servir, o 3º Regimento de Infantaria (3º RI), naquela cidade. Em Niterói, antes mesmo de ingressar na Academia Militar, conheceu Regina Gomes Pereira, com quem se casou em 19 de janeiro de 1963. Em 3 de março de 1964, em Niterói, RJ, nasceu a primeira filha do casal - DENISE.

 

Em agosto de 1965, como 1º tenente, foi transferido para o Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, para o qual compôs a canção que foi imediatamente aprovada pelo Comandante e, posteriormente, pelo Exército (ver Caderno de Canções Militares).


Após apenas 3 meses nas novas funções, Paulo Roberto, com autorização de seu comandante de Batalhão, se apresentou como voluntário para servir no Batalhão Suez, no Egito. Voltou para morar em Niterói. Alugou um  apartamento no mesmo prédio que seus pais, e passou a servir na Vila Militar (2º RI) onde ajudou a preparar o contingente de reservistas, também voluntários para o Batalhão Suez.

Em junho desse mesmo ano (1966), no dia 10, nasceu o segundo filho do casal, ALEXANDRE YOG que, infelizmente, faleceu 11 dias depois . Num parêntesis, ficará aqui registrado um fato mediúnico que aconteceu após o enterro de seu filho. Em sua residência, o avô paterno do menino, General Alfredo Moacyr Uchôa, espiritualista e médium psicográfico, recebeu uma linda mensagem de ALEXANDRE YOG, dizendo-se muito feliz por haver conseguido trazer, à família, que tem sido sua desde muitas encarnações, um estímulo à fé, tão necessária para a compreensão das verdades espirituais e eternas  (ver, no MENU, em autobiografia, o Cap IV).


Em 14 de agosto desse mesmo ano, Paulo Roberto seguiu para o Egito, onde permaneceu, em serviço, por um ano. Comandou um pelotão de fronteira na Faixa de Gaza e outro na Península do Sinai, do qual foi o primeiro comandante brasileiro. Ainda no Brasil compôs, em parceria com seu colega Ivo Fernandes Kruger, a canção do Batalhão Suez.  E lá, no Egito, compôs as canções dos Pelotões que comandou.


Foi sempre distinguido por seus superiores e querido pelos subordinados, por sua maneira correta e justa de proceder.


No Cairo, assistiu e fotografou o show "LUZ E SOM", onde a Esfinge conta, através do jogo de luz sobre ela própria e sobre as 3 grandes pirâmides, a história do antigo Egito. Depois, com o colega Kruger, montou o show com slides e fita cassete, traduzido para português. Esse show tem a duração de mais ou menos 45 minutos e foi adaptado, quando ele voltou para o Brasil, com REGINA gravando a voz de NEFERTITI. Apresentou-o diversas vezes,inclusive para a Embaixada do Egito, sempre com sucesso, pela aula de história e misticismo que representa.

 

No Cairo, Egito, subiu duas vezes a pirâmide de Keops pelo exterior, gravando em seu topo os nomes de Regina e Denise. Pelo interior subiu uma vez até as Câmaras da Rainha e do Rei, aventura que o despertou para o estudo da história do antigo Egito. Antes de retornar ao Brasil, excursionou pela Terra Santa, Oriente Médio e pela Europa. Nessa viagem, aperfeiçoou seu inglês.


Voltando ao Brasil, foi servir em Brasília, no Batalhão de Polícia do Exército (BPEB). Nessa época, aconteceu um fato que deve ser mencionado, ocorrido por ocasião de uma excursão que Paulo Roberto fez, com um grupo de amigos, à um local próximo à cidade de Sobradinho. Todos entraram, por mais de uma hora, em uma imensa caverna pouco conhecida, cheia de salões, estalactites, etc, mas, também, cheia de morcegos. O resultado foi que quase todos apanharam a doença chamada histoplasmose. Essa doença era conhecida no Egito por "Maldição dos Faraós", por morrerem aqueles que roubavam os túmulos dos mesmos, ao respirar o vírus contido nas fezes ressequidas de morcegos. Felizmente todos se trataram e se curaram completamente.


Ainda em Brasília, em 1967, nasceu sua filha LIANE.

Neste ano, foi promovido a capitão. Seguiu em janeiro de 1971 para o Rio, onde foi cursar a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO). Seus soldados do BPEB muito o estimavam, pois os tratava com amizade e compreensão, além de ser preocupado com seu bem estar. Aliás, prova disso é que o Grêmio dos Soldados da 3ª Companhia do Batalhão de Polícia do Exército, a Companhia que ele batizou de "Pantera", foi batizado com o seu nome (Grêmio Capitão Uchôa), quando de sua despedida em 1971.

Após o curso da EsAO, o qual terminou em 4º lugar entre 108 oficiais, foi servir como instrutor no Curso de Infantaria da Academia Militar, em Resende, aí passando dois anos. Voltando em 1974 à Brasília, foi servir no Batalhão da Guarda Presidencial - BGP, onde comandou a 5ª Companhia, que batizou de COBRA.


Selecionado para fazer o Curso Avançado de Infantaria do Exército americano, seguiu para o Fort Benning, em Columbus, na Georgia/EUA, com Regina, Denise, Liane e André Luiz - seu sobrinho e afilhado, no dia 8 de setembro de 1975. O curso durou onze meses, tendo obtido ótima classificação: 18º entre 203 oficiais americanos e estrangeiros. Deixou muitos amigos entre os oficiais dos vários países que lá se encontravam.


Terminada a missão, percorreu com a família, de carro, parte dos Estados Unidos, do Oceano Atlântico ao Pacífico, isto é, da Georgia e Flórida até a Califórnia, voltando, depois, ao Brasil.
Como diria seu avô Miranda, Paulo Roberto foi sempre um espírito de escol.


Espiritualista convicto, e já interessado na história do Egito Antigo ingressou na Ordem Rosacruz - AMORC, em 1967.


Após o curso nos EUA, foi servir como instrutor na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, na Vila Militar, Rio. Foi promovido a Major em 1976. Em 1978, ingressou na Escola de Comando e Estado Maior do Exército - ECEME, onde, após dois anos, concluiu o curso com menção MB e no 5º lugar entre quase 100 oficiais.


Terminada a ECEME, em fins de 1979, escolheu e foi designado para servir na 2a Brigada de Infantaria Motorizada, em Niterói, onde ficou até o início de 1981, quando o então Ministro Danilo Venturini o convidou para a Secretaria-Geral/Conselho de Segurança Nacional, órgão da Presidência da República, em Brasília.


Era, agora, a quarta vez que o casal iria morar na capital federal. Por duas vezes havia servido no Batalhão de Polícia do Exército e uma vez no Batalhão da Guarda Presidencial. Aliás, quando da criação de Brasília, no dia 21 de abril de 1960, Paulo Roberto, então cadete do 2º ano da AMAN, fez parte da representação que compareceu às festividades, desfilando no eixo monumental do Plano Piloto. À noite, compareceu, também, ao Baile de Inauguração da Cidade, realizado no andar térreo do Palácio do Planalto.


Por sinal, em termos de inaugurações, Paulo Roberto e Regina também compareceram ao Baile de Gala de Inauguração do Itamaraty, em Brasília. Ele era Capitão da PE e foi o responsável pelo planejamento do trânsito para a festa. Ganhou um convite, conseguiu um 1º Uniforme emprestado, e lá foram eles.


Também nesse seu tempo de capitão, mais precisamente no ano de 1967, Paulo Roberto foi procurado pelo chefe da sucursal, em Brasília, do jornal "O Globo", Antonio Praxedes, antigo aluno seu do NPOR de Niterói, com um convite para participar de uma pesquisa sobre estranhos fenômenos, ditos ufológicos, que estavam acontecendo em uma fazenda próxima à Alexânia/GO. A Empresa (Rádio, Jornal e TV Globo) montara uma equipe com técnicos de várias partes do Brasil, mas precisava que o grupo contasse com alguém "entendido" no assunto. Problemas ligados à prontidão das tropas de Brasília, na época, impediriam a ida de Paulo Roberto. Mas o Comandante da PE conseguiu que o "capitão" comparecesse à pesquisa, à serviço do próprio Exército. Três noites e dois dias no local e nada aconteceu. A Globo retraiu, mas Paulo Roberto ficou conhecendo o caminho. Semanas depois, voltou lá com amigos do Instituto de Parapsicologia de Brasília, do qual era sócio fundador. O que viram foi impressionante.

 

Em 1968, quando seu pai mudou-se para Brasília, Paulo Roberto apresentou-o no Instituto e o levou ao local. Logo depois seu pai assumiu a presidência do Instituto e organizou um grupo que realizou, por muitos anos, pesquisa séria e dedicada, narrada, com detalhes no livro de seu pai "A Parapsicologia e os Discos Voadores". Não foi sem razão que seu pai passou a ser conhecido como "O General das Estrelas".

Como ficou dito, em 1981 Paulo Roberto retornou, pela 4ª vez, à Brasília, indo morar na mesma quadra que seus pais, a SQS 104. Como Major, seu trabalho na Presidência da República era ligado à parte fundiária, principalmente na supervisão e acompanhamento dos trabalhos do Grupo Executivo das Terras do Araguaia-Tocantins - GETAT, com área de responsabilidade que incluia o Sul do Estado do Pará, sudoeste do Estado do Maranhão e norte do Estado de Goiás, incluindo o chamado  Bico do Papagaio (o Estado do Tocantins ainda não existia). Em 1983, com a criação do cargo de Ministro Extraordinário para Assuntos Fundiários, o General Danilo Venturini, Chefe da Casa Militar do Presidente João Figueiredo, foi designado para acumular o novo cargo, momento em que convidou o Tenente Coronel Paulo Roberto Uchôa para seu Assistente-Secretário. Paulo Roberto, então, teve oportunidade de ampliar seus conhecimentos fundiários, da área do GETAT para todo o território nacional.


Dois anos depois, com o término do Governo Figueiredo, foi servir no Estado-Maior do Exército, onde recebeu a promoção a Coronel, em abril de 1986. É dessa época que participou do concurso para a Canção da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada, cujo comando é sediado em Ponta Grossa-PR. Paulo Roberto venceu, com letra e música de sua autoria, fazendo juz a um belo prêmio (ver Caderno de Canções Militares).


A opção quanto à orientação e caminho a seguir na vida espiritual foi adotada quando, em 1967, Paulo Roberto tornou-se membro da Ordem Rosacruz - AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis), com sede internacional em San Jose - Califórnia - EUA e nacional, em Curitiba- PR. Como Rosacruz, sempre esteve em dia com seus estudos e dedicou-se bastante ao Corpo Afiliado da Ordem, em Brasília. Foi um dos fundadores do PRONAOS 25 de Novembro que, depois, ascendeu à CAPÍTULO BRASÍLIA, do qual Paulo Roberto foi Mestre adjunto no ano de 1970. O próximo Mestre deveria ser ele, mas, na véspera de assumir, o Exército determinou, em caráter excepcional, matricular o então Capitão Uchôa na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais - EsAO. Mais tarde, em 1984, assumiu uma vez mais o cargo de Mestre adjunto, já agora da LOJA BRASÍLIA, da qual foi o Mestre em 1985, ou seja, ano Rosacruz de 3338. Esse período de Mestria lhe trouxe uma profunda realização e marcou, sobremaneira, o futuro de Paulo Roberto (ver Parte IV - Cap XVI da sua autobiografia constante do MENU).


A veia poética de Paulo Roberto tem o seu aspecto bem marcante no ambiente familiar. Sua mãe tinha carteirinha de soprano do Conservatório de Música do Rio de Janeiro; sua irmã Angela, excelente pianista e compositora. Sua filha Liane, no ano de 1983, muito inspirada, escreveu a letra (e sua tia Angela, a música), da canção que, sempre que cantada, emociona seu pai:

OS OLHOS DE POLÔ

Os teus olhos, doce mistério,
De pureza cristalina,
Como o mais verde dos minérios,
Esmeralda ou turmalina…
Talvez pescados no fundo do mar,
Jóia rara das sereias,
Vêm, como a espuma do mar,
Beijar as areias…
Talvez, quem sabe,
Sejam pedacinhos de jade?
Mas, que escultor poderia
Talhar com tanta harmonia ?
Podem ser uma pradaria
De um vale ensolarado,
Exalando a luz do dia
Sobre um prisma orvalhado…
Mas, talvez, também podem ser
Do arco-íris a cor,
Que um mago encantado
Resumiu em puro amor…
São um espelho dos céus
Refletem a cor da amizade,
Iluminando de amor
A luz divina da Eternidade…

         

 http://www.youtube.com/watch?v=EKHjoRDAKrc

Ainda com relação às composições de Paulo Roberto (ver Caderno de Poemas e Outras Criações), existe uma que não poderia deixar de constar desse resumo, pelo quanto era admirada pelos seus pais, e que foi feita sob a inspiração de uma noite estrelada no sítio de Boca do Mato (caminho de Friburgo), propriedade de Néa e Elysio, respectivamente irmã e cunhado de Enita. Esse sítio foi palco de uma época de alegrias da família, que o frequentava nas férias e grandes feriados, por volta das décadas de 1960/70. Aí, Paulo Roberto e Regina  passaram a sua segunda Lua de Mel.

SAMBA ESTRELADO

 

Na Terra começa o batuque,
Seguido por passos de bamba;
No céu as estrelas cintilam
Piscando ao compasso do samba.
Na Terra a morena faceira
Sacode um gentil rebolado;
No céu, a lua altaneira,
Passista do samba estrelado…
Mas eis, num repente, o silêncio
Envolve os sambistas na Terra.
É muda, agora, a bateria;
A cuíca seu ronco encerra…
Em êxtase os bambas contemplam
A lua sorrindo, contente,
Ao ver sua porta-estandarte
Surgir… é a estrela cadente…
Todos os astros do espaço
Abrem alas p’ra ela e seu véu…
Bateria de estrelas que piscam
Na cadência do samba do céu….
Aos poucos os bambas acordam
Do êxtase dessa visão;
Tamborins e cuícas se entrosam
No rítmo da imensidão…
E assim está formada a Escola
De Samba por todo o universo…
Amplia-se para o infinito,
Extingue-se o poder do verso…

http://youtu.be/hB01HKYDW3s           

 

Em março de 1987, assumiu o comando do 4º Batalhão de Polícia do Exército, em Olinda-PE, para onde se mudou com a esposa Regina e a filha Liane. Foi um período bastante feliz e de muita realização profissional. Lá, Paulo Roberto entrou no concurso para a canção do 7º Grupo de Artilharia de Campanha ( O Regimento Olinda), vencendo, uma vez mais, com letra e música de sua autoria. Os oficiais de seu quartel, tanto insistiram que ele acabou, também, compondo a canção do 4º BPE, a qual foi aprovada e oficializada pouco depois.

Ao término do Comando, Paulo Roberto foi nomeado para o Gabinete do Ministro do Exército, assumindo as funções de Chefe da Seção de Planejamento do Centro de Comunicação Social do Exército, em abril de 1989. Pouco tempo depois, assumiu a função de Oficial de Ligação do Gabinete do Ministro junto ao Poder Judiciário.


Em outubro de 1989, Paulo Roberto e Regina, por haverem decidido que a cidade de Brasília seria o pouso final quando de sua passagem para a Reserva, adquiriram aquela que chamaram de sua casa "definitiva", na QI 10, Conjunto 4, casa 4, no Lago Norte de Brasília.

 

Quando estavam preparando a mudança para a casa, o Ministro do Exército, General Leônidas Pires Gonçalves, chama o Coronel Uchôa e informa que o nomeou Oficial de Ligação junto ao Comando de Treinamento e Doutrina do Exército dos Estados Unidos - TRADOC, com sede no Fort Monroe, cidade de Hampton, no sul do Estado da Virgínia/EUA. E lá se foi o casal, em setembro de 1990, para mais uma experiência no exterior, dessa vez por dois anos. As filhas, inicialmente, não os acompanharam, mas logo depois foram se juntar a eles. Primeiro Denise e, em seguida, Liane. Foi nessa época que Denise se casou com o americano Mathew Slater na Capela do Centurião, em Fort Monroe.


A experiência vivida, não poderia ter sido melhor. Paulo Roberto, em viagens à serviço, conheceu o Avaí, a Coréia do Sul, o Panamá, o Alasca, além de inúmeras cidades e organizações militares americanas tanto nas costas leste e oeste, como no centro, caso do National Training Center, em Nevada e o Fort Leavenworth, no Kansas. Fora do serviço, juntamente com Regina, passearam "tudo o que tinham direito", incluindo duas belas férias na Europa: a primeira, junto com os amigos Edgardo e Sonia, alugaram um carro em Frankfurt e rodaram 6 mil Km entre Alemanha, Áustria, Itália, França, Mônaco e Suiça, retornando à Alemanha, onde devolveram o carro e foram, de trem, para Paris e Londres, tudo num total de 32 dias muito bem planejados com a ajuda dos coronéis amigos do TRADOC.


A segunda viagem foi dedicada à Espanha e Portugal.O casal, desta vez sozinho, alugou um carro e começou por Madri, Vale de Los Caídos, Segóvia, Salamanca, Ávila, Porto, Coimbra, Lisboa, Sintra, Cascais, Sevilha, Córdoba, Granada e Toledo, retornando à Madri. O apoio de seu dileto amigo do Exército espanhol, Cel Juan Antonio Sanchez (depois general), foi fundamental para o total êxito dessa viagem, toda ela filmada e editada por Paulo Roberto, como, aliás, a da Europa também. Esses filmes se tornaram em ótimos documentários , estimulando, mais ainda, seus "hobbies" de som e imagem, mais tarde incrementados pelo uso do computador.


O casal fez um círculo muito grande de amigos americanos, bem como entre as famílias dos Oficiais de Ligação dos outros 12 países que tinham representação no TRADOC: Canadá, Espanha, Inglaterra, Alemanha, França, Holanda, Itália, Austrália, Israel, Turquia, Coréia, e Japão.


De regresso ao Brasil, em outubro de 1992, retornaram à Brasília, dessa vez indo residir em sua própria casa, com Paulo Roberto servindo no Estado-Maior do Exército. Cinco meses depois, em março de 1993, Paulo Roberto é promovido a General de Brigada, sendo nomeado Comandante da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, em Marabá-PA. Os quatro Batalhões de Infantaria de Selva dessa Brigada estão distribuídos ao longo da rodovia transamazônica, a saber, em ITAITUBA (rio Tapajós), ALTAMIRA (rio Xingu), MARABÁ e IMPERATRIZ / MA (rio Tocantins).


Um ano depois, após a extraordinária experiência na Amazônia, Paulo Roberto retorna à Brasília, agora designado o primeiro comandante da 11ª Região Militar, depois de sua separação - mas ainda permanecendo subordinada - do Comando Militar do Planalto. Assumiu seu novo comando em 06 de maio de 1994.


No transcorrer dessa nova e desafiante experiência, o próprio Hospital Militar da Guarnição de Brasília era seu subordinado, exatamente onde sua mãe veio a falecer, em 15 de março de 1995. Seu pai passou pela transição em 05 de março de 1996. Foi um período difícil, mas de muita realização profissional.
Em julho de 1995 realizou, com Regina e Liane, belíssimo passeio de férias pelo litoral da Turquia e ilhas gregas, no mar Egeu, com término de cinco dias na fascinante cidade de Istambul.


Em fins de 1996, Paulo Roberto foi designado para servir no Estado Maior das Forças Armadas, assumindo as funções de Subchefe do Exército para Assuntos Internacionais e Informações Estratégicas, em 20 Dez 1996.


Em 1998, promovido à General de Divisão, foi nomeado comandante da 7ª Região Militar - 7ª Divisão de Exército, com sede em Recife/PE e com jurisdição nos estados nordestinos do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Foi um profícuo período de realizações profissionais, onde se destaca o trabalho que realizou para a revitalização do Parque Nacional Histórico dos Guararapes, no município de Jaboatão dos Guararapes, com o resgate do acervo da tradição histórica daquele sítio, símbolo da fusão das três raças que compõem a nacionalidade brasileira. Nesse aspecto, destacam-se duas de suas criações: (1) CARMA - Círculo dos Amigos da Região Matias de Albuquerque, congregando militares e civis em torno dos nobres sentimentos que emanam do culto aos heróis dos Guararapes e (2) Autoria da letra e música da canção da 7a RM - 7a DE, a Região Mathias de Albuquerque. Mais tarde, foi transformada em, somente, Região Militar (RM). A atualização que Paulo Roberto teve que fazer, na letra da canção, foi em apenas 2 versos no final, coisa simples (ver Caderno de Canções Militares).

 

Em fevereiro de 2000, foi nomeado subcomandante de Operações Terrestres, retornando a Brasília onde, em janeiro de 2001, passou para a reserva do Exército. Em maio daquele mesmo ano foi convidado e aceitou o cargo de Secretário Nacional Antidrogas da Secretaria Nacional Antidrogas - SENAD, órgão vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, onde realizou um trabalho pleno de reconhecimento nacional e internacional.

 

Como os livros de seu pai estavam esgotados, Paulo Roberto coordenou e conduziu, junto com a Editora do Conhecimento, novas edições dos livros:

  • ALÉM DA PARAPSICOLOGIA - 5ª e 6ª Dimensões da Realidade

  • A PARAPSICOLOGIA E OS DISCOS VOADORES

  • MERGULHO NO HIPERESPAÇO - Dimensões esotéricas nas pesquisas dos UFOs

  • CRISTO PARA A HUMANIDADE DE HOJE - científico, social e político e

  • UMA BUSCA DA VERDADE - autobiografia

 

Faltam somente três para reeditar:

  • MUITO ALÉM DO ESPAÇO E DO TEMPO

  • OÁSIS DE LUZ

  • O TRANSCENDENTAL - Curas e fenômenos

 

Quando deixou a SENAD, após dez anos de Secretário Nacional, o que se segue é uma síntese do currículo

de Paulo R Yog M Uchôa:

 

Após 45 anos de serviço ao Exército Brasileiro, ao longo dos quais teve ocasião de conhecer a realidade social das diversas regiões do Brasil, bem como de participar de várias comissões no exterior, ingressou na Reserva em janeiro de 2001, no posto de General de Divisão. É bacharel em Administração de Empresas pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília.

 

Foi membro do Conselho Diretor da União Pioneira de Integração Social - UPIS, de Brasília, Subsecretário e Assessor Especial do Governo do Estado do Tocantins. Em 2001 foi Subsecretário Nacional Antidrogas e, de Dez 2001 a Jan 2011, exerceu o cargo de Secretário Nacional Antidrogas e Secretário Executivo do Conselho Nacional Antidrogas - CONAD. Foi membro do Conselho Técnico-Administrativo do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas - GREA, da Universidade de São Paulo - USP. Em 30 Nov 2006 foi eleito presidente da Comissão Interamericana para o Controle e o Abuso de Drogas da Organização dos Estados Americanos – CICAD/OEA, depois de ter exercido, por um ano, a vice-presidência daquela Comissão.

Conduziu os processos de homologação da Política Nacional Antidrogas em Dez 2001 e de realinhamento dessa Política, que tornou-se “Nacional Sobre Drogas” através de seis fóruns regionais preliminares consolidados no III Fórum Nacional em novembro de 2004, com aprovação pelo CONAD em maio de 2005.

Idealizou e conduziu, em coordenação com seus homólogos da Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, com o apoio da CICAD/OEA, o Projeto Piloto de Integração de Municípios Fronteiriços nos Programas de Redução da Demanda de Drogas.

Realizaram-se, sob sua coordenação geral, dentre outros:

  • II e III Fóruns Nacionais Sobre Drogas (2001 e 2004))

  • 14 (catorze) Encontros Nacionais de Conselhos Estaduais de Entorpecentes/Antidrogas

  • I Seminário Nacional sobre os Novos Cenários para a Política Nacional Antidrogas (Brasília, 2003)

  • Seminário Internacional Para Políticas Nacionais Sobre Drogas (2004)

  • I Seminário Sobre Redes Sociais (2004)

  • 1ª Conferência Interamericana   de Políticas Públicas para o Álcool

  • I Seminário Nacional Sobre o Chá Ayahuasca

 

Na área internacional, a SENAD coordenou, por delegação da CICAD, em 2009/10, o processo de revisão e atualização da Estratégia Hemisférica Antidrogas, assim como o seu Plano de Ação.

 

Realizações, dentre outras, da Secretaria Nacional Antidrogas / SENAD, sob sua gestão:

  • Projetados e implantados o Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas – OBID, o serviço gratuito 0800-5100015- “Viva Voz”, de abrangência nacional de orientação e informações sobre a prevenção do uso indevido de drogas e a Rede Integrada de Conselhos Estaduais de Entorpecentes / Antidrogas.

  • Reestruturação do Conselho Nacional Antidrogas – CONAD.

  • Coordenação do grupo de trabalho que elaborou e definiu o projeto que deu origem à nova Lei de Drogas do País, apoiando e interagindo com os parlamentares relatores na Câmara e no Senado Federal até a sanção presidencial, em 23/08/2006, da Lei Nº 11.343, que atualizou a Lei sobre Drogas no Brasil e o Decreto Nº 5.912, de Set 2006, que regulamenta a referida lei.

  • Articulação e coordenação do processo que culminou com a criação e implantação da Política Nacional sobre o Álcool (Decreto 6.117 de 22 Maio 2007).

  • Capacitação on line de milhares de educadores, conselheiros municipais, lideranças religiosas e afins, terapeutas comunitários e profissionais nas áreas de saúde, segurança, empresas e juizados especiais criminais.

  • Pesquisas epidemiológicas nacionais domiciliares sobre consumo de drogas entre estudantes e universitários, crianças e adolescentes em situação de rua, padrões de consumo de álcool, consumo de álcool nas populações indígenas e impacto do uso de álcool e outras drogas no trânsito brasileiro, assim como o mapeamento das instituições de acolhimento e tratamento de dependentes químicos em território nacional.

  • Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas/2010.

  • Promoção do incremento da captação de recursos para o Fundo Nacional Antidrogas - FUNAD com a descentralização dos leilões de bens apreendidos de narcotraficantes mediante convênios com os governos estaduais, em nível dos poderes executivo, judiciário e Ministério Público.

 

Desde novembro de 2001 a janeiro de 2011 integrou as delegações do Brasil às sessões da Comissão de Entorpecentes da ONU (Viena-Áustria), da CICAD/OEA, bem como às Reuniões Especializadas Sobre Drogas do Mercosul (RED), assim também como a diversos outros eventos internacionais.

 

Participou como palestrante convidado, de um grande número de Encontros, Seminários, Fóruns, Simpósios e Conferências em todo o território nacional e no estrangeiro.

 

Pertence aos quadros das Ordens do Mérito Militar, Naval, Aeronáutico e das Forças Armadas, no grau de Grande Oficial.  É comendador da Ordem do Mérito Rio Branco. Foi agraciado, ainda, dentre outras, com as medalhas do Pacificador, do Mérito Amazônico, do Mérito de Segurança Pública e Defesa Social do Distrito Federal, do Mérito Policial Militar e a Medalha Tiradentes do Estado do Mato Grosso do Sul e a Medalha da Paz, concedida pela ONU por sua participação na Força de Paz na Faixa de Gaza e Península do Sinai. O governo dos Estados Unidos o agraciou com a Medalha da Legião da Vitória.

 

Possui os títulos de Cidadão Honorário de João Pessoa / PB, Belo Horizonte / MG e Betim / MG.

É casado com Regina Pereira Uchôa. O casal tem duas filhas e duas netas.

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